domingo, 18 de julho de 2010

Visita ao Centro Cultural Belém, em Lisboa: Gêmeos, Kosuth e muito mais!


A exposição dos Gêmeos no CCB ocupa duas grandes salas, onde se encontram três grandes instalações, como esta que vemos na foto acima, que ocupam toda a parede que deve ter uns 10 metros de altura. As peças são formadas por muitos objetos velhos (parecem coisas encontradas na rua ou compradas em "bric") e por objetos, pinturas e desenhos feitos pelos artistas. A tensão entre "o que é da rua" e "o que é do museu" é constante. Visitei a exposição junto com meu amigo Ricardo Reis, que é um pesquisador da Arte Pública e passamos o tempo todo percebendo e discutindo essas questões de público e privado, da manifestação artística própria das ruas e da institucionalização das manifestações artísticas. Foi giro! Abaixo há um vídeo mostra melhor do que as fotos.


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Quem já me ouviu falando sobre arte por aí, em aulas, palestras, conferências e formações de professores, sabe que eu gosto muito do trabalho do Joseph Kosuth, como um exemplo da vertente norteamericana de Arte Conceitual. E qual não é a minha surpresa quando entro no CCB ontem, para ver a exposição dos Gêmeos, e descubro que há uma exposição entitulada Algumas Obras a Ler (coleção Eric Fabre), onde há vários trabalhos do Kosuth e do Art and Language. Confesso que os trablahos do Art and Language me soaram um tanto cansativos, com imensos textos em inglês, mas muitos deles interessantes para quem tem tempo e paciência. Já os do Kosuth foram para mim puro deleite, apesar de ter alguns cansativos também por conta do excesso de texto e dos mecanismos complexos que a obra exige para sua compreensão. Abaixo estão os três que elegi para compartilhar com vocês. Preciso dizer (pedindo desculpas) que a minha câmera é bem ruinzinha e não se podia usar flash. Então as fotos estão do jeito que foi possível.

Joseph Kosuth, Four Colors Four Words, 1966.

Joseph Kosuth, Four adjectives, a description, 1965.

Joseph Kosuth, Uma e três sombras, 1965.

Alexander Calder, Black Spray, 1956.

Carolina Caycedo, Ni Dios, ni patrón, ni marido, 2007.
Carolina Caycedo, Mulheres felizes e rebeldes, 2010.

Não conhecia essa artista, e gostei do trabalho. Cem por cento feminista. Tem alguma relação com o trabalho da Jenny Holzer, cujo vídeo abaixo mostra uma peça exposta no CCB, na mostra O social na Coleção Berardo.

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Um comentário:

  1. Porto (Alegre), Serra, Gêmeos, Kosuth, Holzer, luz, cor e palavras. muito bom tudo que vi por aqui, Estêvão. valeu!

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