quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Despedida de Lisboa: aeroporto de Lisboa, momentos finais.

 

Com muitos dias de atraso, devido à adaptação à vida "normal" em Porto Alegre.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Oficina Seres Imaginários na Fábrica das Artes - CCB - Lisboa


Neste último final de semana de viagem à Portugal, dias 31/7 e 1/8, ministrei a oficina Seres Imaginários, criada especialmente para a ocasião, à pedido da Fábrica das Artes, o serviço educativo do Centro Cultural de Belém. Numa parceria entre CCB e Casa da América Latina, fui convidado a pensar uma oficina para os "miúdos", a partir de 5 anos, acompanhados de pai ou mãe.


Me solicitaram que trabalhasse a partir da seguinte dinâmica: até 30 participantes, 90 minutos de duração. Então propus a oficina como descrevo abaixo:
Após me apresentar e fazer os devidos agradecimentos, mostrei algumas imagens de artistas latinoamericanos para servirem como ponto de partida: Walmor Corrêa (Brasil), Gilberto Esparza (México) e Pablo Rivera (Chile). Além destes, mostrei também o Catbus, personagem do filme Meu Amigo Totoro, do japonês Hayao Miyasaki. A partir disso, provoquei os miúdos a pensarem em seres imaginários que eles já conhecem, como sereia ou dragão, em seres robóticos ou tecnológicos, e em habitats incomuns para esses seres.


O trabalho foi então desenvolvido seguindo os seguintes passos:
1. Cada participante escreveu uma lista de 10 bichos que conhecia: os animais ou insetos que vivem dentro da nossa casa, os que vivem na rua, os que vivem na floresta, os que vivem no mar e os que voam.
2. A seguir, cada um escolheu dois ou mais desses bichos para misturar. Após selecionar e imaginar a fusão dos dois bichos, cada um batizou seu ser imaginário. Ex.: Rato + Barata = Ratarata.
3. Após o "batismo" do ser imaginário, os participantes foram convidados a esboçar em folha A4, só com lápis de desenho, o novo ser.
4. Em seguida, cada um teve que criar, já esboçando em folha A4, o habitat do seu ser imaginário.
5. Por fim, cada um recebeu uma folha A3 e aí criou o seu desenho definitivo do seu ser imaginário, com cores e a possibilidade de usar também a colagem. 
6. Para encerrar cada participante foi à frente, apresentou-se e disse o nome do seu ser imaginário, mostrando o desenho realizado.



Todo o processo, desde a preparação do espaço, foi um prazer. Senti-me muito respeitado por todas as pessoas envolvidas e preciso agradecer especialmente à Anabela Borges, que esteve comigo o tempo todo e viabilizou tudo o que eu solicitei. É impressionante a estrutura oferecida pelo CCB a quem vai lá executar um trabalho, com equipamentos e materiais de qualidade e uma equipe disposta a fazer as coisas acontecerem. Foi uma ótima experiência, muito marcante. Volto para o Brasil com a sensação de dever cumprido.

domingo, 1 de agosto de 2010

Club Del Dibujo em Lisboa


Fiquei muito feliz com a possibilidade de promover um encontro de desenho em Lisboa, representando o Club Del Dibujo, que é uma iniciativa de três artistas, Claudia Del Río (Rosario), Mario Gemin (Mar del Plata) e America Sanchez (Barcelona), que se reuniram em 2002 e, inspirados pelo gosto comum em desenhar e apreciar desenhos, criaram essa plataforma.
É pena que a data coincidiu com o primeiro dia das férais de verão em Lisboa e com um grande festival internacional de música em uma bela praia de Portugal. Assim, tivemos poucos participantes. Mas isso não tirou o brilho do evento, que ocorreu neste lindo espaço que é a Livraria Ler Devagar.
As atividades foram as seguintes:
Aquecimento, 3 desenhos de 10 minutos cada: 
1. Desenho figurativo qualquer sem desencostar o lápis do papel;
2. Desenho cego, ou seja, olhando para o objeto a ser desenhado, mas sem olhar para o desenho;
3. Autoretrato, mas não necessariamente figurativo, podendo ser abstrato, como um autoretrato psicológico ou emocional. 
Proposta central, com uma hora: 
Se Lisboa é uma mulher, como posso representar minha relação com ela?

No final, todos os desenhos foram expostos sobre a mesa e cada um foi convidado a falar aos demais um pouco sobre o processo.
Obrigado Claudia Del Río! E obrigado José Pinho, por ceder o espaço. 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Agostinho da Silva: a descoberta de um texto inspirador de um grande pensador português


Começo agradecendo ao meu amigo Rui Duarte, do Porto, por, além de me receber em sua casa e me tratar como parte da família, me apresentar este importante pensador português, o Agostinho da Silva, entre outros textos e autores.


Sobre o autor: Nasceu a 13 de Fevereiro de 1906 no Porto e faleceu em 3 de Abril de 1994, com 88 anos de idade. Além de professor, filósofo e investigador, Agostinho Baptista da Silva foi um grande escritor. No seu currículo constam mais de 60 obras.
Acima de tudo foi um livre pensador, exonerado do ensino público - durante o Estado Novo -, por se recusar a assinar um documento em que era suposto declarar que não pertencia a nenhuma sociedade secreta (lei Cabral, obrigatória para todos os funcionários públicos). Embora não fizesse parte de nenhuma sociedade desse género, recusou-se a assinar tal documento.(Fonte: http://logosecb.blogspot.com/)

Leiam o texto, vale a pena,é só clicar na imagem que ela abre maior.
BOA LEITURA!

Visita à Fundação Serralves, no Porto: vídeos da artista italiana Grazia Toderi

Parceria de passeio no Porto: eu e Glaucis na Casa da Música

Fundação de SERRALVES, no Porto: Richard Serra

domingo, 25 de julho de 2010

Vista do Miradouro da Graça à noite

Mesmo com a minha câmera, que é bem pobrezinha de recursos, consegui fazer uma boa foto noturna da vista do Miradouro da Graça: a Baixa e o Chiado.

Festival Urbano Pedras D'água 2010: performance de Ana Madureira e Lyncoln Diniz


99 – 99A  Ana Madureira e Lyncoln Diniz | Corpo/Dança
     Dias 23 e 24 de Julho, das 19h00 às 20h00
     Largo da Achada - Mouraria - Lisboa

Bailão no Miradouro da Graça: parte da programação do Festival Pedras D'água


O festival Pedras D'agua é organizado pelo c.e.m. - centro em movimento, desde 2006, em Lisboa. Nesta quinta edição, as atividades ocorreram (e estão a ocorrer) nos bairros da Graça, Mouraria e Martim Moniz. O c.e.m. é um centro de pesquisa em movimento, onde se desenvolvem projetos, oficinas, formações e apresentações de Performance e Dança. É uma instituição que me atraiu muito por ser do tamanho que tem que ser: é pequena, simples, próxima das pessoas, sem arrogância e de braços abertos para a comunidade. Iniciativas como essa  e a possibilidade de existirem, fazem falta no Brasil. As performances que pude acompanhar foram muito interessantes e consegui fazer alguns registros de algumas e as veremos à seguir aqui no blog.

O baile que vemos no vídeo foi a atividade de encerramento dessa semana, depois de um dia de muito calor e várias performances pelas escadinhas, largos e miradouros da Graça e da Mouraria.

http://www.c-e-m.org/?page_id=62